Os trabalhadores da Extensão Rural Social dedicam-se de forma atenta à pobreza no meio rural, pois esta é agravada em relação à pobreza urbana, uma vez que, para as pessoas que estão expostas a essa situação, o acesso à informação é precário, pois as pessoas estão fisicamente distantes da prestação de serviços e dos recursos de proteção social referentes à saúde, assistência, educação, justiça, segurança pública e promoção da cidadania.
Os desafios para o acesso às políticas públicas de promoção da agricultura familiar, da equidade de gênero e geração, às políticas de inclusão produtiva e mesmo às políticas afirmativas são inúmeros, pois requerem uma habilitação que, muitas vezes, essas populações não têm. Isso acontece exatamente pelas dificuldades de acesso físico, por não disporem de informações seguras e, frequentemente, por constrangimentos discriminatórios praticados por órgão estratégicos na execução de algumas ações e programas, perpetuando assim uma exclusão cíclica.
Esse é um dos atos imperativos para a conquista da cidadania no século XXI, também chamado de desafio do milênio, que é o de promover a erradicação da pobreza extrema no mundo, compromisso assumido pelo governo brasileiro, enquanto signatário dos Objetivos para o Desenvolvimento do Milênio, da ONU, seguido pelo Rio Grande do Sul.
