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Regional - Caxias do Sul

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A região de Caxias do Sul é composta por 49 municípios que fazem parte dos Coredes Serra, Hortênsias e Campos de Cima da Serra. Cento e setenta funcionários da Emater/RS-Ascar atuam na região. A Serra conta com dois centros de treinamento: o Centro Regional de Formação Profissional de Produtores de Nova Petrópolis (Cetanp) e o Centro de Formação de Agricultores de Fazenda Souza (Cefas), em Caxias do Sul, que todo ano capacitam centenas de pessoas em agroindústria, boas práticas de fabricação, qualidade do leite e plantas medicinais, entre outras áreas.

A região serrana apresenta grande destaque na área da fruticultura, respondendo por mais da metade da produção estadual de frutas de mesa. Nesta área, destacam-se o cultivo de uva, pêssego, ameixa, maçã, caqui, laranja, bergamota, kiwi, figo, pera e pequenas frutas (morango, amora, framboesa e mirtilo).

A produção de olerícolas é bastante diversificada, destinada principalmente ao consumo in natura. Na região, são produzidas aproximadamente 40% das olerícolas do Estado, entre elas: alho, tomate, cenoura, cebola, beterraba, folhosas e batata. No setor dos grãos, o milho, a soja, o trigo e o feijão ocupam as maiores áreas.

A pecuária de corte está concentrada na região dos Campos de Cima da Serra e em parte do município de Caxias do Sul. O rebanho bovino situa-se em torno de 816 mil cabeças , o que equivale a aproximadamente 5,6 % do rebanho gaúcho (IBGE/Pesquisa Pecuária Municipal 2011).

A Serra concentra, ainda, 9,6% das vacas ordenhadas do RS (146.285 cabeças), sendo responsável pela produção de quase 345 milhões de litros de leite por ano, o que representa 8,9% da produção do Estado (IBGE/Pesquisa Pecuária Municipal 2011). Esses dados incluem vacas não especializadas na produção de leite, criadas a campo na região dos Campos de Cima da Serra, o que reduz a produtividade média da região em relação ao Estado, mas permite a fabricação de um produto típico em 11 municípios da região dos Campos de Cima da Serra: o queijo artesanal serrano.

Nos demais municípios, verifica-se a utilização de tecnologias e de raças leiteiras que possuem uma das melhores genéticas do Estado, o que contribui para uma maior produtividade leiteira.

O rebanho suíno, com 670.897 cabeças, representa 11,8% do total do Estado. Já a criação de 6.150.125 galinhas (30,1% do total do RS) garante a produção de mais de 103 milhões de dúzias de ovos ao ano (32,6% da produção do Estado). Ainda, 14% do mel do RS provêm desta região: 977.193 Kg/ano (IBGE/Pesquisa Pecuária Municipal 2011).

Conforme a Ageflor, 17% das florestas de Pinus ssp. do Estado estão na Serra, além de plantios de eucalipto e acácia-negra. A atividade apresenta potencial de expansão devido às condições de solo e clima, disponibilidade de terras, domínio tecnológico para a implantação de florestas de alta produtividade, baixo custo de produção e altos índices de crescimento.

Importante para a indústria, principalmente moveleira, a atividade florestal ganha força também na agricultura familiar, seja com pequenas áreas homogêneas, ou com a integração nas demais atividades da propriedade na forma de sistemas agroflorestais, como forma de agregação de renda, produção de madeira para aproveitamento na propriedade e adequação legal e ambientalImportante para a indústria, principalmente moveleira, a atividade florestal ganha força também na agricultura familiar, seja com pequenas áreas homogêneas, ou com a integração nas demais atividades da propriedade na forma de sistemas agroflorestais, como forma de agregação de renda, produção de madeira para aproveitamento na propriedade e adequação legal e ambiental.

No que se refere ao crédito rural, o volume de recursos destinados à agricultura familiar tem aumentado significativamente nos últimos anos. Também o envolvimento dos técnicos da Emater/RS-Ascar nesta área cresceu muito, especialmente a partir da implantação de Programas como Pronaf, Mais Alimentos e de Agroindústria. O crédito rural vem sendo uma importante ferramenta de apoio às ações de extensão rural e assistência técnica, contribuindo de forma efetiva para a formação de infraestrutura, o aumento da produção e da produtividade e a agregação de valor aos produtos, respeitadas as especificidades ambientais.

O processamento da matéria-prima, tradicionalmente realizado pelas famílias de imigrantes que colonizaram a região, e a diversificação da produção nas pequenas propriedades, contribuem para que a região concentre um grande número de agroindústrias, que oferecem uma diversidade de sabores à população e geram emprego e renda no meio rural. Também se destaca a qualidade do artesanato elaborado na região, seja em lã, palha de milho e trigo, madeira ou outros materiais.

Destacam-se, ainda, na Serra, as ações na área de bem-estar social voltadas para a segurança e soberania alimentar; promoção da cidadania, da educação e da saúde; a organização rural; a geração de emprego e renda e a inserção dos agricultores familiares no mercado institucional, entre outras. Também as ações socioassistenciais, visando assessorar as famílias em vulnerabilidade social no meio rural, têm se materializado através de projetos de inclusão dessas pessoas, especialmente no enfrentamento à pobreza.

O Escritório Regional de Caxias do Sul é composto pelos municípios de: André da Rocha, Antônio Prado, Bento Gonçalves, Boa Vista do Sul, Bom Jesus, Cambará do Sul, Campestre da Serra, Canela, Carlos Barbosa, Caxias do Sul, Coronel Pilar, Cotiporã, Esmeralda, Fagundes Varela, Farroupilha, Flores da Cunha, Garibaldi, Gramado, Guabiju, Guaporé, Ipê, Jaquirana, Montauri, Monte Alegre dos Campos, Monte Belo do Sul, Muitos Capões, Nova Araçá, Nova Bassano, Nova Pádua, Nova Petrópolis, Nova Prata, Nova Roma do Sul, Paraí, Picada Café, Pinhal da Serra, Pinto Bandeira, Protásio Alves, Santa Tereza, São Francisco de Paula, São Jorge, São José dos Ausentes, São Marcos, São Valentim do Sul, Serafina Corrêa, União da Serra, Vacaria, Veranópolis, Vila Flores e Vista Alegre do Prata.

Gerência

Sandra Dalmina – Gerente Regional

Sandra é natural de Tapejara. Formou-se em Agronomia pela Universidade Federal de Pelotas (Ufpel), em 1994, tendo concluído a especialização em Gestão do Agronegócio pela Unisinos, em 2010. Até ingressar na Emater/RS-Ascar, no ano 2000, trabalhou como autônoma. A engenheira agrônoma atuou nos escritórios de Pedras Altas, Tupandi, Nova Pádua e Flores da Cunha. Desde 2013, era Assistente Técnica Regional de Organização Econômica no escritório regional de Caxias do Sul.

Elói Portolan - Gerente adjunto

Natural de Caxias do Sul, Portolan é veterinário, formado pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) em 1978. Em 1979 ingressou na Emater/RS-Ascar, tendo trabalhado como chefe dos escritórios municipais de Caxias do Sul e Farroupilha. Também exerceu as funções de assistente técnico regional na área de criações e de supervisor. Foi, ainda, chefe do Centro de Formação de Agricultores de Fazenda Souza (Cefas), em Caxias do Sul, e instrutor do Centro de Formação de Nova Petrópolis (Cetanp), na área de bovinos de leite. No período de 2003 a 2010, atuou como gerente do escritório regional da Emater/RS-Ascar de Caxias do Sul. Em 2012, retornou para o escritório municipal de Caxias do Sul.