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11/10/2012-16:53:30

Emater/RS-Ascar apresenta nova expectativa para o trigo no Estado

  
Crédito: Deise Froelich

Os eventos meteorológicos, como temporais acompanhados de granizo, geadas tardias e vários dias de intensas precipitações, ocorridos nas últimas semanas voltam a afetar a produção agrícola do Estado. A cultura mais prejudicada foi o trigo, tendo em vista o alto percentual de lavouras que foram atingidas quando se encontravam nas fases críticas de floração/formação do grão/maturação. Segundo levantamento da Emater/RA-Ascar, a produtividade média em âmbito estadual, indicada pelos números analisados, está situada atualmente em 2.300 kg/ha, o que representa uma diferença de pouco mais de 10% em relação ao rendimento esperado inicialmente (2.560 kg/ha), projetando uma produção total de 2,284 milhões de toneladas ante as 2,554 milhões de toneladas previstas no início. Os primeiros números informam que a queda nos rendimentos varia de 5% no Centro do Estado (Região Administrativa de Santa Maria), chegando ao redor dos 20% nas regiões de Santa Rosa, Ijuí e Passo Fundo. Devido às circunstâncias, segundo os técnicos, a tendência é que essa diferença se acentue, haja vista o alto percentual de lavouras em fase de enchimento de grãos e a irregularidade do clima, que poderá prejudicar ainda mais a cultura. Os primeiros grãos colhidos têm apresentado baixa qualidade.

Para o milho e o feijão, as geadas ocorridas em fins de setembro provocaram a queima das plântulas recém-germinadas. No caso das recentes chuvas, o resultado foi o carreamento de fertilizantes e sementes de algumas lavouras. A consequência para o produtor é a necessidade de replantio de diversas áreas, implicando em aumento de custos de produção. Devido ao excesso de umidade no solo, os trabalhos de semeadura do milho e do feijão, que deveriam estar em plena evolução, encontram-se paralisados, com os produtores aguardando por dias mais secos para retomarem os trabalhos. A soja, que nesta época deveria ter cerca de 3% da área já plantada, segundo as médias históricas, tem o início de seu plantio retardado. Todavia, segundo os técnicos, para estas culturas ainda há tempo suficiente para recuperação, uma vez que o plantio está no início.

As fortes chuvas que atingiram as principais zonas de produção do arroz aumentaram de maneira significativa os volumes acumulados nas barragens destinadas à irrigação. Porém, isso fez com que o plantio, que se desenvolvia de forma acelerada até então, ficasse paralisado, aumentando apenas dois pontos percentuais em relação à semana anterior, alcançando 8% do total contra uma média de 10% para o período.

Na maior área semeada com a canola, compreendida entre o Planalto Médio e o Médio Alto Uruguai, a cultura encontra-se na fase de maturação e a colheita deverá ser reiniciada nos próximos dias. Em muitas áreas foram realizados o corte e o enleiramento. Nas Missões, a colheita encontra-se em fase inicial e prevê-se que deverão ocorrer perdas mínimas por intempéries na região. Nas regiões de Celeiro e Alto Jacuí, a cultura está em fase de maturação, com expectativa de rendimento entre 25 e 30 sacos por hectare. No Alto Uruguai, as lavouras estão indo para o final do ciclo e têm sofrido com os ventos e chuvas em excesso.

Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Erechim, houve perdas de 40% na cultura da melancia e de melão, figo, pêssego, ameixas, mas a principal cultura afetada foi a videira, principalmente as viníferas. Em Passo Fundo, videiras, pessegueiros e ameixeiras também foram prejudicados com as geadas, mas os danos foram muito variáveis, estima-se que as perdas variaram entre 30% e 60% para as videiras, e, para os pessegueiros e ameixeiras, os danos ficaram em torno de 50%.

Os campos nativos, assim como as espécies forrageiras anuais e perenes cultivadas com a elevação das temperaturas e a maior disponibilidade de água no solo, nesta entrada de primavera gaúcha, apresentam razoável incremento da produção pasto. No entanto, os primeiros sinais de rebrote das espécies nativas são ainda pouco significativos. As pastagens cultivadas de inverno aproximam-se do final do ciclo produtivo, mas ainda apresentam bom desenvolvimento produtivo, proporcionando boa disponibilidade de alimento para os rebanhos. As condições ambientais também favorecem a implantação das áreas com forrageiras anuais e perenes de inverno, assim como dos tratos culturais e a implantação de lavouras de milho destinadas para a elaboração de silagem.


Assessoria de Imprensa da Emater/RS-Ascar
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