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13/01/2021

Continua a colheita da safra do melão gaúcho

O melão gaúcho tem uma área de 770 hectares plantados no Rio Grande do Sul e a produção é pulverizada em vários municípios, justamente visando mercados locais com venda direta ao consumidor, explica o extensionista da Emater/RS-Ascar, Luís Bohn. A fruta é diferenciada com relação ao sabor e não compete com o melão que vem do Nordeste, que são os melões espanhóis. Com relação à safra, Bohn ressalta que o mercado está otimista e ávido por produtos mais saudáveis.



Um dos principais municípios produtores de melões no Estado é Nova Santa Rita, onde o cultivo é feito por 35 famílias e cerca de 80% da safra já foi colhida, segundo levantamento da Emater/RS-Ascar. A área plantada é de 71,3 hectares, sendo que a principal variedade é o melão gaúcho além do redondo ou comprido.



A extensionista da Emater/RS-Ascar em Nova Santa Rita, Caroline Kolinski de Lima, explica que o plantio do melão gaúcho foi realizado nos meses de julho, agosto e setembro e a maior parte da colheita ocorreu nos meses de novembro, dezembro e janeiro, porém vai até fevereiro, pois o plantio é feito de forma escalonada. A média de produção é de 18 toneladas por hectare e a expectativa é que sejam produzidas mais de 1,2 mil toneladas de melões nesta safra.



Além do melão gaúcho, são cultivadas também outras variedades, em pequenas áreas como o melão cantaloupe e o pele-de-sapo. Na época da colheita desta fruta cerca de 100 empregos temporários são gerados.



A maior parte do melão cultivado em Nova Santa Rita é vendida em espaços de comercialização na Ceasa a preços variáveis, conforme a cotação do dia, ou diretamente para grandes redes de supermercados de Porto Alegre e região metropolitana.



A proximidade com os grandes centros urbanos (facilidade de transporte e venda), assim como o interesse dos agricultores pelo domínio do processo de produção, associado às características propícias de solo, clima e relevo, favoreceram a implantação e evolução da cultura no município. O melão se desenvolve bem em clima quente e áreas planas e bem drenadas.



Segundo Caroline, as propriedades envolvidas são de pequeno porte e a média é de dois hectares de melão por família. “É interessante ressaltar que todos os produtores também desenvolvem o plantio de outros hortifrutigranjeiros e sua economia não depende somente da safra do melão. Eles têm procurado diversificar a atividade agrícola com os cultivos de pepino salada, tomate, berinjela, moranga cabotiá, moranga amarela, aipim, abóbora Itália e abóbora tronco, além de folhosas como brócolis, couve e repolho. Assim é gerada renda praticamente o ano todo, já que esses outros produtos também possuem boa procura comercial. Porém o melão continua sendo uma receita importante para as famílias de agricultores” comenta a extensionista.



Assessoria de Imprensa da Emater/RS-Ascar - Regional de Porto Alegre
Jornalista Carine Massierer
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