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23/09/2015

O artesanato indígena, como patrimônio cultural, foi tema de encontro de etnias na Emater/RS-Ascar

Cestarias, cerâmicas e trabalhos com sementes, madeira e cipós e diversas outras formas de expressão da cultura indígena, envolvendo as etnias Guarani, Kaingang e Charrua, foram abordadas durante encontro realizado na manhã desta terça-feira (22/9), no DTG do Escritório da Emater/RS-Ascar de Porto Alegre. Durante a atividade, representantes dos povos indígenas residentes na capital gaúcha acompanharam a apresentação do projeto Garimpo das Artes Artesanais RS - Saberes & Fazeres, feito pela gestora cultural Letícia de Cássia.

Desde fevereiro deste ano, e através de um termo de cooperação com a Emater/RS-Ascar, Letícia pesquisa os hábitos, a cultura e o repasse das técnicas artesanais junto aos jovens das comunidades indígenas. "Estamos iniciando o mapeamento do artesanato tradicional e cultura do RS, com a finalidade de provocar, além da sucessão artesanal, a criação de redes de arranjos produtivos locais, ainda inexistentes no nosso Estado", explica Letícia.

Para o início de outubro, também em Porto Alegre, está previsto o lançamento de uma publicação do projeto Garimpo das Artes, que retrata o artesanato das culturas indígena, dos quilombolas, dos pescadores e dos agricultores e pecuaristas familiares do Estado. "Nossa intenção é empoderar essas comunidades para que sua cultura, especialmente através do artesanato, seja conhecida, registrada e valorizada", defendeu Letícia.

Durante o encontro e mesmo para sua pesquisa, Letícia de Cássia registra depoimentos como a declaração do cacique Maurício Messa de Oliveira, da Comunidade Mbyá Guarani, do Morra da Aracuã (ou Arakuã): "Nós, Guarani, sabemos que não temos o direito de vender a natureza. A gente eterniza o bichinho. É o que eu penso e passo para as crianças. A gente explica o artesanato através das histórias. O artesanato Guarani tem uma relação forte para entender a natureza".

Para a pesquisa, Letícia percorreu, com o apoio e a orientação dos extensionistas da Emater/RS-Ascar, mais de 20 municípios das regiões de Pelotas, Soledade, Caxias do Sul, Bagé e de Porto Alegre. Entre os desafios apontados pelos indígenas, ela destaca a garantia da manutenção da matéria-prima, como cipós e sementes, e políticas públicas que auxiliem do cultivo à extração.

Para a extensionista social da Emater/RS-Ascar de Porto Alegre, Warna Fruhauf, essa integração indígena “objetiva mostrar um pouco do artesanato feito pelos vários grupos culturais que trabalham com matérias-primas locais”, disse.

Entre os encaminhamentos da reunião estão analisar a possibilidade de certificação do artesanato indígena como um produto orgânico, a ser reconhecido pela Opac-Rama (Avaliação da Conformidade Orgânica da Associação dos Produtores da Rede Agroecológica Metropolitana), e a implantação do turismo junto às aldeias. O turismo será tratado em reunião a ser agendada com as comunidades.

Assessoria de Imprensa da Emater/RS-Ascar
Jornalista Adriane Bertoglio Rodrigues
51-2125-3107
51-9918-6934