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04/03/2015

Começa a colheita de oliveiras no RS nesta quinta-feira

Acontece na próxima quinta-feira (05/03), em Santana do Livramento, a 4ª Abertura Oficial da Colheita da Oliva. O evento começa às 14h30 e é promovido pela Secretaria Estadual de Agricultura e Pecuária, Emater/RS-Ascar e Prefeitura de Livramento.

A solenidade da Abertura da Colheita acontecerá na área da empresa Olivopampa, no Passo da Cruz, a 35 minutos do centro de Santana do Livramento, propriedade do casal Fernando e Sibele Rotondo. Na mesma data, está prevista a inauguração da agroindústria da família, a quinta fábrica de azeite no RS.

De acordo com o engenheiro agrônomo da Emater/RS-Ascar Tailor Garcia, a implantação de olivais vem crescendo no Estado, bem como a instalação de fábricas de azeites. Ele afirma que, segundo dados de 2014, o Rio Grande do Sul conta com uma área de 1.304 hectares com olivais, plantados por 109 produtores. “A plantação começou em 2003, em Caçapava do Sul. A maioria dos frutos colhidos este ano vem de oliveiras de seis a oito anos de idade”, explica ele.

Santana do Livramento é um dos municípios da Metade Sul onde a olivicultura é praticada. Caçapava do Sul, Pinheiro Machado, Cachoeira do Sul, Canguçu, Dom Pedrito, Candiota, Jaguarão, Bagé, Encruzilhada do Sul e Formigueiro são algumas das cidades que também se destacam na atividade.

Garcia conta que o período de colheita inicia no mês de março e se concentra em abril, mas este ano foi antecipado em função das condições climáticas e acontecerá somente em março. Em 2014, foram colhidos 300.581 quilos de olivas, que produziram 30.489 litros de azeite de oliva extravirgem. “O rendimento médio de azeite é de 15% do peso dos frutos. O Rio Grande do Sul ainda não está produzindo variedades de olivas de mesa”, diz ele.

Para o agrônomo as perspectivas para a olivicultura no Estado e no Brasil são as melhores possíveis. “Quase a totalidade do azeite de oliva e de azeitonas de mesa consumidos no país é importada, e somos o segundo maior importador mundial desses produtos. Anualmente são em importação, embalamento, transporte e outros, cerca de R$ 600 milhões para o abastecimento do mercado nacional”, afirma.

Qualidade superior aos importados
Em 2013, a Proteste, uma associação de consumidores, realizou um teste com 19 marcas de azeites de oliva, importadas e apenas uma nacional, que informavam ser extravirgens. Na pesquisa se constatou que quatro não podem nem ser consideradas azeites, e sim uma mistura de óleos refinados. Os outros sete são apenas virgens. Dos quatro testes que a entidade já realizou com esse produto, este foi o com o maior número de fraudes contra o consumidor. Apenas oito rótulos foram comprovados com qualidades de extravirgem. O eleito melhor azeite foi o produzido por um produtor de Cachoeira do Sul, no Rio Grande do Sul.


Assessoria de Imprensa da Emater/RS-Ascar - Regional de Bagé
Jornalista Tamíris Centeno Pereira
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