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13/09/2013

Conservação de solos e água é tema de capacitação em Bagé

Com o objetivo de qualificar técnicos e produtores para o correto manejo do solo e água, o auditório do Instituto Federal Sul Rio-grandense, em Bagé, sediou, na quinta-feira (12/09), capitação promovida pelo Grupo de Trabalho de Solos e Água de Bagé. O evento foi coordenado pela Emater/RS-Ascar e Embrapa Pecuária Sul, com apoio do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Sul Rio-grandense, Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), Universidade da Região da Campanha (Urcamp) e Secretaria de Desenvolvimento Rural, Pesca e Cooperativismo (SDR), entre outras.

Na abertura, a chefe adjunta de Transferência de Tecnologia da Embrapa Pecuária Sul, Estefanía Damboriarena, falou sobre a importância de compartilhar conhecimentos e experiências na área. Para ela, o solo e a água são os principais recursos, não só para a atividade agrícola, mas também, para a pecuária.

Já o gerente adjunto regional da Emater/RS-Ascar, Cláudio Ribeiro, destacou a iniciativa do Grupo de Trabalho. Segundo Ribeiro, o correto manejo do solo permite “produzir mais, preservando a natureza e aumentar a qualidade de vida”.

Pela manhã, o painel com o tema “Caracterização do solo e clima da região” contou com três palestras. A primeira delas sobre as classes de solo e práticas conservacionistas foi apresentada pelo engenheiro agrônomo da Embrapa Pecuária Sul Leandro Bochi da Silva Volk. Na sequência, o engenheiro agrônomo da Emater/RS-Ascar Edemar Valdir Streck falou sobre a aptidão agrícola das terras da região. A última palestra da manhã foi sobre zoneamento agroclimático de risco e ocorrência de perdas por estiagem, apresentada pelo engenheiro agrônomo da Embrapa Pecuária Sul Gustavo Trentin.

À tarde, o painel sobre “Sistema de plantio direto e integração lavoura-pecuária” abordou os seguintes assuntos: manejo do solo e da pastagem na integração lavoura-pecuária e o manejo da fertilidade do solo no sistema de plantio direto, pelos engenheiros agrônomos da UFRGS, Renato Levien, da Embrapa Pecuária Sul, Naylor Bastiani Perez, e da UFSM, Leandro Souza da Silva, respectivamente.

Segundo Volk, as classes de solos presentes na região são latossolos, argissolos, neossolos, luvissolos, chernossolos, vertissolos e planossolos. Nesse aspecto, Streck afirma que apesar das diferenças de solo, é possível cultivar em cada um deles, no entanto, é preciso manejar de acordo com cada característica.

Durante a capacitação também foram apresentados fatores que limitam a aptidão agrícola dos solos, entre eles, declividade, profundidade, textura, pedregosidade, drenagem, fertilidade natural, riscos de inundação, gradiente textural e minerologia.

Os técnicos ainda destacaram a preocupação do grupo em relação ao cultivo da soja. Para eles, a expansão da cultura na região, com manejo incorreto, poderá prejudicar muito o solo. As variações climáticas também foram debatidas. Segundo Trentin, a cada dez anos, sete apresentam períodos de estiagem. Os participantes interagiram com os palestrantes e puderam tirar dúvidas.


Assessoria de Imprensa Emater/RS-Ascar – Regional de Bagé
Jornalista Franceli Couto
fcouto@emater.tche.br
(53) 3242-3898

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