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19/04/2011

Sapiranga e Araricá implantam projeto piloto em agrofloresta

Com o objetivo de diversificar a produção e incrementar a renda dos agricultores de Sapiranga e Araricá estão sendo implantadas áreas demonstrativas piloto em sistemas agroflorestais. A iniciativa faz parte do projeto Fortalecimento das agroflorestas no Rio Grande do Sul: formação de rede e segurança alimentar e nutricional, realizado pela Emater/RS-Ascar e Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), em parceria com a Secretaria Estadual do Meio Ambiente (SEMA) e a Ong Sementes da Vida.

De acordo com chefe do escritório da Emater/RS-Ascar em Sapiranga e também coordenador do projeto, Mateus Farias de Mello, a proposta é implantar um sistema agroflorestal (SAF) para os agricultores poderem acompanhar os resultados. “Ainda este ano vamos começar o plantio e parte da produção será destinada para a merenda escolar. Queremos mostrar aos agricultores que é possível ter uma boa produtividade num plantio que leve em conta a parceria de diferentes espécies agrícolas e florestais”, salienta Mateus.

Com ampla experiência em agroflorestas, o engenheiro florestal, Jean Dubois e o ecólogo Ricardo Mello, visitaram as áreas demonstrativas acompanhados por extensionistas e sugeriram o plantio de espécies que sejam mais adequadas às condições da região.

Uma das áreas está localizada em Sapiranga, no sítio PP, onde o proprietário destinou 0,3 hectares para a implantação do SAF. A proposta é usar plantas que se adaptem bem entre as acácias negras, que são amplamente cultivadas pelos produtores da região, utilizadas principalmente para lenha, carvão e para a produção de tanino. As espécies sugeridas para o plantio incluem a banana, erva-mate, araçá, guajuvira, jabuticaba, aipim e o amendoim. Também foram citadas a palmeira juçara, o café arábica, além do mirtilo e da amora silvestres. Para Jean, o produtor deve sempre apostar na biodiversidade e não depender de apenas um produto agrícola.

Os técnicos também visitaram outra área demonstrativa em Araricá, situada na sede da Ong Sementes da Vida, onde foram sugeridas espécies como salgueiro e o vime que, são mais adaptadas as áreas de solo úmido. No espaço, também serão realizadas atividades de educação ambiental com as crianças, além de cursos e palestras de formação para os agricultores com enfoque na agricultura orgânica e sistemas agroflorestais.

Carine Massierer - cmassierer@emater.tche.br
Simone Moro - simoneprisma@gmail.com