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13/06/2018

Recuperação de áreas degradadas foi tema de Dia de Campo em São Francisco de Assis

Na última sexta-feira (08/09), São Francisco de Assis sediou o Dia de Campo sobre Recuperação de Áreas Degradadas com Sistema Silvipastoril e Cobertura de Solo. O evento, realizado na propriedade rural de Alessandro Carneiro Vidal, na localidade de Cinamomo, foi promovido pelo Escritório municipal da Emater/RS-Ascar e pelo Rotary Clube. Cerca de 50 pessoas, vindas de 12 municípios da região, participaram da programação. O Dia de Campo contou com quatro estações: a primeira, coordenada pelo assistente técnico de Produção Vegetal do Escritório Regional da Emater/RS-Ascar de Santa Maria, engenheiro agrônomo Luiz Antônio Barcellos, tratou sobre Manejo, Conservação do Solo e Terraceamento. Barcellos falou sobre os efeitos negativos do alumínio nas raízes, a aplicação do calcário e a compactação do solo. Já o extensionista rural do Escritório Municipal da Emater/RS-Ascar de São Francisco de Assis, Fernando da Silva Romeu, e o supervisor do Escritório Regional de Santa Maria, engenheiro florestal Gilmar Deponti, ficaram responsáveis pela estação Fundamentos do Sistema Silvipastoril. Eles trataram sobre o plantio de eucaliptos, esclarecendo que o espaçamento entre as árvores permite a produção de pasto e que as plantas proporcionam maior desempenho das novilhas, por garantir mais sombra e menos frio.

Na estação Controle de Formigas e Cortadeiras, o extensionista rural do Escritório Municipal da Emater/RS-Ascar de São Francisco de Assis, Rafael da Silva de Vargas, e o produtor Alessandro Vidal, mostraram as espécies de formiga, quando e como fazer o controle das mesmas, quais são os danos causados pelo inseto e como é organizado o formigueiro. Segundo Vargas, “a formiga cortadeira é o inimigo silencioso das propriedades da América do Sul”. A quarta estação teve como tema o Manejo da Pastagem e Pastoreio Rotativo. O assistente técnico de Organização Econômica do Escritório Regional da Emater/RS-Ascar de Santa Maria, engenheiro agrônomo Roblein Coelho Filho, destacou as vantagens do pastoreio rotativo e explicou sobre a curva de crescimento de pastagem, o tempo de repouso e de ocupação do pasto, e a forma de manejo mais adequada para a pastagem da propriedade sede do evento – no caso, a braquiária. Roblein citou como exemplo a técnica de pastoreio rotativo no sistema silvipastoril, que está sendo implantado pelo produtor Alessandro Vidal em sua propriedade.

O engenheiro agrônomo e assistente técnico estadual de Solos da Emater/RS-Ascar, engenheiro agrônomo Edemar Streck, comentou que a braquiária, no sistema silvipastoril, é uma excelente alternativa para a qualidade da pastagem, porque tem alto valor nutritivo e se adapta bem em solos arenosos, com baixa fertilidade e baixo teor de argila. “Temos que difundir esta prática. Isso faz parte do Programa Estadual de Conservação do Solo e Água, e temos que trabalhar muito na região do Pampa, onde o processo ainda está atrasado. Este é nosso objetivo enquanto Programa: mobilizar e mostrar alternativas aos agricultores”, assegurou o técnico. Streck explicou que o solo da região tem baixa fertilidade e pouca matéria orgânica e, por isso, tem que ser manejado com mais cuidado em relação aos solos argilosos da região do planalto. Ele destacou que, neste caso, os produtores têm que deixar mais cobertura no solo para produzir mais matéria orgânica, porque ela é fundamental e não deixa os solos pobres. “Solos arenosos são altamente suscetíveis a erosões e perdem água facilmente por evaporação, então é necessário cobri-lo com palha para reter a umidade”, disse Streck.

O responsável pela Secretaria Municipal da Agricultura e Abastecimento de São Francisco de Assis, Antônio Erico Viero Bem, destacou a importância de aproximar o produtor das novas tecnologias. “A soja está se expandindo, mas como município não podemos apostar em apenas uma cultura. A pecuária, através do sistema silvipastoril, também tem grande importância, porém está sendo levada a áreas marginais”. Já o gerente adjunto do Escritório Regional da Emater/RS-Ascar de Santa Maria, José Renato Cadó, destacou que “o Dia de Campo é um dos principais metodologias da Extensão Rural que oportunizam os produtores a receberem conhecimentos técnicos para levarem até as suas propriedades”.


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