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11/10/2017

Resultados do Programa Gestão Sustentável para a Agricultura Familiar são apresentados na Serra

O impacto da gestão nas propriedades rurais pôde ser conhecido, nesta terça-feira (10/11), através dos resultados apresentados no Seminário Regional de Gestão Sustentável da Agricultura Familiar, promovido pela Emater/RS-Ascar, Secretaria do Desenvolvimento Rural, Pesca e Cooperativismo (SDR) e Prefeitura, no auditório Vivian Fiori, em Vila Flores. Cerca de 230 pessoas participaram do evento, que também contou com a presença do secretário da SDR, Tarcisio Minetto, e do diretor técnico da Emater/RS, Lino Moura, que foram palestrantes, e do prefeito Vilmor Carbonera.

O Programa Gestão Sustentável da Agricultura Familiar, da SDR, que é executado pela Emater/RS-Ascar desde 2016, tem como objetivo promover a gestão e adequação ambiental das propriedades familiares. Como resultados, deve transformar a propriedade para gerar mais renda aos agricultores, com mais práticas conservacionistas, produção de alimentos para autoconsumo e acesso a bens, serviços e políticas públicas.

Alguns desses resultados já são observados no município de Antônio Prado. O extensionista da Emater/RS-Ascar, Neudi Balancelli, juntamente com o jovem agricultor, Maicon Tolardo, relatou que devido à dificuldade de comercialização e pouca renda obtida com as olerícolas, a família decidiu mudar a matriz produtiva. Com o cultivo de morango em substrato em cinco estufas, ocupando 0,2 hectares, a família obteve um incremento de 330% na renda agrícola mensal, não encontra mais dificuldades de comercialização, e o outro filho do casal José e Ivone, o Lucas, retornou para ajudar a família na atividade. Além dos morangos, eles também produzem alimentos para o autoconsumo, o que representa uma receita de R$ 1,2 mil/ano. Os desafios, a partir de agora, são aumentar a área de cultivo e a rentabilidade, além de diversificar a produção com outras pequenas frutas.

De Nova Prata, o engenheiro agrônomo, João Carlos Reginato, expôs a experiência de gestão da propriedade da família Goin. Após avaliar as adequações necessárias nos aviários, a família abandonou a criação de aves, incrementou a produção de leite e manteve a produção de grãos. Com o auxílio da Emater/RS-Ascar, implantou sistema de irrigação, piqueteamento das áreas de pasto, modificou o manejo das pastagens e do rebanho, adequou a sala de ordenha e o aviário para servir de local de alimentação das vacas, e construiu uma esterqueira, além de participar de capacitação em qualidade do leite, para ganhar um pouco mais pela produção entregue à cooperativa.

Também foram realizadas ações de limpeza e manutenção da moradia, destinação das águas servidas, e a família está pensando em transformar um paiol chapecó em um silo secador, para eliminar os gastos com armazenagem. Alguns indicadores apresentados apontam um incremento de cerca de 30% na produção leiteira e a melhoria da qualidade do produto.

Outros resultados impactantes estão sendo obtidos no município de Fagundes Varela, como é o caso da família Binda. O engenheiro agrônomo Leandro Ebert relatou os principais problemas que a família enfrentava na atividade leiteira e o planejamento realizado, que priorizou o uso de pastagens de qualidade e reduziu a dependência de silagem de milho e rações, que são alimentos mais caros, além de introduzir mudanças no pastejo.

Após um ano, mantendo o mesmo número de animais (18), a família conseguiu aumentar a produção diária em 60% (de 262 para 420 litros) e reduzir o custo de produção do litro de R$ 0,97 para 0,64. Com isso, a família viu a renda mensal crescer 540%. A produtora Ivânia Binda contou que antes do programa a família não sabia qual era a rentabilidade da atividade e que a alimentação fornecida aos animais era sempre a mesma. Segundo ela, apesar da resistência inicial do marido, hoje a família está bastante satisfeita. "Mudou tudo para melhor. A gente tem que começar a pensar pra frente, mudar as coisas, para não trabalhar de graça, porque na agricultura é muito sofrido, então temos que tentar ter o menor custo e ganhar alguma coisa", aconselhou.

O secretário Minetto destacou que quem ganha com esse trabalho de orientação e intervenção técnica não é só o agricultor, mas o município, a região e o Estado, uma vez que ele possibilita a melhoria das condições de vida dos agricultores, da renda e do ambiente onde vivem, a sustentabilidade do empreendimento do campo e a sucessão rural.

O diretor da Emater/RS, Lino Moura, lembrou que muitas práticas que melhoram significativamente a atividade agropecuária têm custo quase zero, bastando fazer alguns ajustes dentro da propriedade. Ele salientou, ainda, que o Programa de Gestão provoca o diálogo na família, fazendo com que os jovens e as mulheres participem da tomada de decisão, reduzindo as chances de erro.
O Seminário, que teve o apoio das Cooperativas Piá e Santa Clara e do Sicredi, se encerrou com um a mesa de discussões sobre o programa.



Assessoria de Imprensa Emater/RS-Ascar - Regional de Caxias do Sul
Jornalista Rejane Paludo
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