Área Técnica
Ferrugem da Soja do RS
Um alerta para a prevenção e controle
Na XXXII Reunião de Pesquisa de Soja da Região Sul, realizada em Passo Fundo, foram descritas as indicações técnicas de manejo integrado para a Ferrugem asiática da soja, doença causada pelo do fungo Phakopsora pachyrhizi.Na safra de 2003/2004, segundo mapeamento efetuado pela Embrapa Soja, em vários municípios gaúchos foram constatados focos da ferrugem, mesmo em condições de estiagem, desfavoráveis ao desenvolvimento da doença.
Foram identificados focos nos municípios de Constantina, Chapada, Coronel Bicaco, Ernestina, Santa Rosa, Erebango, Erechim, Quatro Irmãos, Ipiranga do Sul, Palmeira das Missões, Erval Seco, Júlio de Castilhos, entre outros. Os primeiros sintomas são caracterizados por minúsculos pontos, mais escuros do que o tecido sadio da folha, tendo uma coloração esverdeada à cinza-esverdeada. Para melhor visualização, deve-se tomar uma folha suspeita e observar a face inferior, com o auxílio de uma lupa igual ou superior a 20 aumentos.
O site http://www.cnpso.embrapa.br/alerta/, por exemplo, apresenta boas imagens sobre a sintomatologia dessa doença. A Ferrugem da soja pode ser confundida com outras doenças foliares, como a Septoriose e a Pústula bacteriana, o que pode dificultar a identificação a campo. A presença de P. pachyrhizi em lavouras de soja vem causando preocupação, por causa da facilidade e rapidez da disseminação do fungo, falta de cultivares resistentes e/ou tolerantes, e pela importância que a soja representa no cenário sócio-econômico nacional e internacional.
Os esporos do fungo podem ser transportados à longas distâncias pelo vento. Nenhuma evidência de transmissão por sementes foi encontrada até o momento Além da soja, o patógeno pode atacar dezenas de outras espécies de leguminosas, podendo comprometer os planos de rotação cultural.
Temperaturas entre 8 e 36°C e um período de molhamento foliar acima de 6 horas favorecem a infecção. Para reduzir o risco de danos, recomenda-se as seguintes estratégias:
a) semear, preferencialmente, cultivares mais precoces e no início da época recomendada;
b) evitar o prolongamento do período de semeadura (a soja de ciclo longo ou semeada tardiamente, sofrerá mais devido a multiplicação do fungo nos primeiros plantios;
c) nos locais onde não foi constatada a ferrugem, além dos procedimentos a e b, iniciar a vistoria da lavoura desde o início da safra e, principalmente, quando a soja estiver próxima da floração; ao primeiro sinal da doença e havendo chuva e/ou abundante formação de orvalho, recorrer aos órgãos de pesquisa e/ou assistência técnica.
Para o controle químico há vários fungicidas indicados pela pesquisa, devendo-se considerar a incidência de 5%, quando do aparecimento dos primeiros sintomas da doença. A aplicação poderá ser feita preventivamente, a partir da floração ou quando da detecção da ferrugem na região produtora. Um lembrete: O Monitoramento da Lavoura é Fundamental e deve ser feito mais freqüentemente a partir do Florescimento.


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