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Área Técnica

Suinocultura

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A suinocultura trata da criação e exploração racional de porcos. Esta atividade, ainda que praticada em todos os estados brasileiros, se destaca nos três estados do sul do Brasil: Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná.

A assistência aos produtores de suínos praticamente iniciou com as atividades de extensão rural oficial no estado. Já no primeiro relatório de atividades desenvolvidas pela ASCAR, em 1956, foram registradas ações relacionadas ao melhoramento, higiene e alimentação dos animais. É importante também registrar, como informação histórica, que neste mesmo ano, um acordo foi estabelecido entre o Escritório de Pelotas e a Escola Agrotécnica “Visconde da Graça” para o melhoramento das criações de suínos e aves domésticas pelo qual este estabelecimento educacional trocava animais de alta qualidade por animais comuns criados pelos agricultores.

Nos anos seguintes, a orientação dos agricultores quanto as técnicas relacionadas a construção e melhoria das pocilgas, o balanceamento de rações e combate a verminose foram consideradas também como início dos trabalhos em suinocultura.

O Projeto Suinocultura nasceu no ano de 1959, junto com os projetos de Avicultura e de Gado Leiteiro, quando pela primeira vez apareceu um índice nos relatórios da instituição. Segundo o mesmo, a suinocultura ocupava uma posição de destaque no programa institucional, pois constituía uma das principais fontes de renda de grande percentagem da população sulriograndense.

A suinocultura ainda é uma atividade de grande importância tanto como alternativa alimentar do agricultor quanto econômica para o Rio Grande do Sul, no entanto de lá para cá a atividade sofreu grandes mudanças. A relação dos produtores com a indústria ficou mais estreita. Com isso o sistema de elaboração de rações, o fornecimento de material genético e a orientação técnica de grande número de produtores passou a ser conduzida pela indústria compradora dos animais.

A produção do estado está praticamente estabilizada nestes últimos anos, no entanto os produtores continuam construindo granjas tanto de produção de leitões como de terminação de suínos. As granjas que estão sendo construídas são geralmente maiores e agregam novas tecnologias tanto ambientais e de construção quanto de manejo, alimentação e sanidade dos animais. Grande número delas estão adotando a alimentação automatizada em virtude da escassez e do custo da mão-de-obra. Com o aumento e a concentração da produção também aumentou a possibilidade de maior impacto ambiental o que está sendo contornada, de certa forma, com a adoção de tecnologias e de medidas adequadas no manejo dos dejetos. Neste sentido, as instituições que tem relação direta com os produtores, incluindo a extensão rural oficial, além de prestarem assistência técnica de rotina, vem ao longo dos anos intensificando a orientação referente as práticas mais adequadas que relacionam a atividade com os cuidados com o meio ambiente. Neste sentido elas tem insistido no manejo adequado e na utilização de dejetos como fertilizante.

A assistência técnica oficial, além de atuar em toda atividade de produção em assuntos relacionados ao meio ambiente, atualmente fornece orientação aos produtores não integrados e àqueles que produzem para consumo próprio e vendem o excedente.

Vários escritórios locais tem promovido, em colaboração com as prefeituras e outras entidades, encontros anuais de suinocultores onde são apresentados e debatidos vários assuntos de interesse para o desenvolvimento da atividade.

Responsáveis pelas Informações

Henrique Bartels