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Avicultura Colonial

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Avicultura Colonial

A avicultura é a arte ou técnica de criar e multiplicar aves. A avicultura colonial se refere a produção de galinhas em pequena escala de forma que os produtos, como aves e ovos, são destinados ao consumo do agricultor e sua família. Os excedentes de produção são vendidos no comércio local.

A assistência aos produtores de aves praticamente iniciou com as atividades de extensão rural oficial no estado. Já no primeiro relatório de atividades desenvolvidas pela ASCAR, em 1956, foram registradas ações relacionadas ao melhoramento, higiene e alimentação dos animais. É importante também registrar, como informação histórica, que neste mesmo ano, um acordo foi estabelecido entre o Escritório de Pelotas e a Escola Agrotécnica “Visconde da Graça” para o melhoramento das criações de suínos e aves domésticas pelo qual este estabelecimento educacional trocava animais de alta qualidade por animais comuns criados pelos agricultores.

O Projeto Avicultura nasceu no ano de 1959, junto com os projetos de Suinocultura e de Gado Leiteiro, quando pela primeira vez apareceu um índice nos relatórios da instituição. Introdução de pintos de 1(um) dia e ovos de aves de melhor qualidade uso de melhor alimentação, uso de métodos de defeso sanitária e higiene e construção de melhores instalações já eram temas importantes daquela época e já faziam parte das conversas dos extensionistas com os produtores. No entanto os objetivos eram um tanto diferentes dos de hoje, uma vez que ainda não havia uma indústria avícola organizada como a que existe atualmente para atender a grande massa de consumidores. Os objetivos eram de tornar uma fonte de renda para a família e contribuir, ao mesmo tempo, para elevar a disponibilidade de carne e ovos para a população.

Como alternativa alimentar e de renda esta avicultura, geralmente chamada de colonial, é uma das atividades desenvolvida em milhares de propriedades no estado. Desta forma o principal objetivo do trabalho é suprir as necessidades da família do produtor em carne e ovos. No entanto quando há excedentes, eles servem como mais uma fonte de renda da propriedade, além de atender uma demanda dos moradores urbanos por produtos diferenciados.

Os pontos abordados pelos extensionistas junto aos produtores assistidos se referem a melhoria das instalações, a alimentação, o manejo sanitário e o melhoramento genético das aves tanto para a produção de carne como de ovos.

Uma das preocupações do programa é a educação dos produtores quanto ao manejo sanitário das aves tendo em vista a proteção da avicultura industrial.

Responsáveis pelas Informações

Henrique Bartels